CFO as a service, controladoria ou BPO financeiro: qual a sua empresa precisa

Comparativo entre CFO as a service, controladoria terceirizada e BPO financeiro para pequenas e médias empresas
CFO as a service, controladoria terceirizada e BPO financeiro resolvem problemas diferentes. Veja o que cada um faz, quanto custa e qual a sua empresa precisa agora.
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Sumário

Existe um momento em que o dono percebe que perdeu o controle dos números. As contas são pagas, o dinheiro entra, mas ninguém consegue dizer com segurança se o mês fechou no lucro.

A frase que costuma vir em seguida é sempre parecida: “eu preciso de alguém que olhe meus números e me diga o que fazer, mas não tenho tamanho para contratar um diretor financeiro”.

É aí que aparecem três nomes que parecem sinônimos e não são. CFO as a service, controladoria terceirizada e BPO financeiro resolvem problemas diferentes, custam valores diferentes e fazem sentido em momentos diferentes da sua empresa.

O que é CFO as a service

CFO as a service é a contratação de direção financeira estratégica sob demanda, sem manter um diretor financeiro em tempo integral na folha. Você compra algumas horas por mês de alguém sênior que interpreta os números e ajuda a decidir.

O trabalho dessa pessoa é olhar para frente. Ela avalia se vale abrir uma unidade, qual produto sustenta a operação, quanto a empresa aguenta captar, como o caixa se comporta em um cenário de queda de vendas.

O que ela normalmente não faz é a operação. O CFO as a service chega para analisar e orientar, não para executar a rotina financeira do mês.

E aqui está a primeira coisa que quase ninguém diz: ele depende inteiramente da qualidade dos números que recebe. Se o seu financeiro é uma planilha desatualizada, o CFO as a service vai passar as primeiras semanas arrumando a base, cobrado por hora de estratégia.

O que é controladoria terceirizada

Controladoria é a área que garante que a informação financeira da empresa é confiável e transforma esse dado em análise. Quando você contrata controladoria terceirizada, compra essa camada de fora, sem montar o setor internamente.

Ela fica no meio do caminho. Estrutura plano de contas, define centro de custo, monta e critica o relatório, aponta desvio entre o que foi orçado e o que aconteceu.

A controladoria responde “por que o resultado veio assim”. O CFO responde “e agora, o que a gente faz”. São perguntas vizinhas com respostas diferentes.

Para uma empresa que já tem volume e várias frentes de custo, essa camada resolve muito. Para uma empresa de dez pessoas com um produto só, ela costuma ser um andar acima do que o problema exige.

O que é BPO financeiro

BPO financeiro é a terceirização da operação financeira da empresa. Uma equipe de fora assume a rotina que hoje consome o seu tempo ou o de alguém que você contratou para outra coisa.

O escopo é concreto e dá para conferir item por item:

  • conciliação bancária
  • contas a pagar
  • contas a receber
  • faturamento
  • cobrança
  • fluxo de caixa
  • relatórios gerenciais

Repare no último item da lista. O relatório gerencial é o que transforma a rotina executada em informação para decidir, e ele vem junto, não como serviço à parte.

E na Valoreasy esse relatório não chega sozinho por e-mail. Ele vem dentro de um processo consultivo: tem gente para apresentar os números, explicar o que mudou no mês e responder o que você precisa entender antes de decidir.

É por isso que, para a maior parte das PMEs, o BPO financeiro resolve a pergunta inteira e não só metade dela.

Os três lado a lado

  BPO financeiro Controladoria terceirizada CFO as a service
Pergunta que responde O que precisa ser feito, e o que os números do mês mostram Por que o resultado veio assim, contra o que foi orçado O que a gente decide agora
Horizonte Diário, semanal e mensal Mensal Trimestral e anual
Entrega típica Rotina executada, relatório gerencial e acompanhamento consultivo Análise, orçamento e desvio Direção, cenário e decisão
Tira trabalho de você? Sim, a rotina inteira Em parte Não, tira dúvida
Depende de quê De acesso e processo De dado confiável De dado confiável e análise pronta
Fica na sua folha? Não Não Não

A linha que mais gera confusão é a quarta. Muito dono contrata análise achando que vai parar de fazer o financeiro, e descobre no segundo mês que continua conciliando extrato no domingo à noite.

Quanto custa cada um

Os três têm faixas de custo bem diferentes, e a comparação honesta precisa de uma ressalva. Preço de mercado varia demais por porte, região e escopo, então o que dá para afirmar com segurança é a ordem de grandeza e o custo do nosso próprio serviço.

Um diretor financeiro em tempo integral é o mais caro dos caminhos, e o salário é só uma parte da conta. Entram encargos, benefícios, provisões, estrutura e o custo de errar em uma contratação sênior.

Se você quer ver esse número com os dados da sua empresa, a Valoreasy tem um simulador gratuito de CLT versus BPO financeiro. Ele faz a conta que quase ninguém faz antes de contratar.

CFO as a service costuma ser cobrado por pacote de horas mensais. Fica abaixo de um diretor na folha e acima do custo de terceirizar a operação, porque o que você compra ali é senioridade, não volume de trabalho.

Controladoria terceirizada ocupa a faixa intermediária, e é o serviço com maior variação entre fornecedores, porque cada um recorta o escopo de um jeito.

BPO financeiro na Valoreasy parte de R$ 1.250 por mês. Esse valor varia conforme a estrutura da empresa, o volume de movimentações e a complexidade da operação, então trate como referência de entrada e não como tabela fechada.

Qual deles a sua empresa precisa agora

O atalho que todo mundo usa é o faturamento, e ele funciona mal sozinho. Uma empresa de serviços que fatura R$ 300 mil com doze clientes é mais simples de administrar do que um comércio que fatura R$ 150 mil com trezentas notas por mês.

O que decide de verdade é a complexidade da operação e onde está o seu gargalo.

Se o seu problema é a rotina e o número, o BPO financeiro é a contratação certa.

É o seu caso quando você não consegue dizer hoje quanto tem a receber nos próximos trinta dias sem abrir o banco, quando a cobrança só acontece se alguém lembrar, quando o relatório atrasa porque a conciliação atrasou.

A operação passa a rodar com uma equipe de fora e o relatório gerencial chega pronto todo mês, mostrando como o mês fechou de verdade. E você tem com quem discutir o que ele mostra.

Esse é o cenário da maior parte das PMEs. É onde o BPO entrega a coisa inteira: a rotina sai das suas costas, a informação para decidir vem junto e ninguém precisa contratar um segundo serviço para interpretá-la.

Se a sua empresa já tem estrutura formal de planejamento, com orçamento anual aprovado, vários centros de custo e a necessidade de comparar planejado contra realizado mês a mês, existe uma camada de controladoria acima disso. É uma necessidade de empresa maior, com processo já montado.

Se a dúvida na mesa é sobre o futuro, do tipo “compro ou alugo”, “abro a segunda unidade agora ou daqui a um ano”, “aceito esse sócio”, aí faz sentido comprar horas de direção financeira para aquela decisão específica.

Vale reparar em uma coisa: as duas últimas situações são pontuais e dependem de a empresa já ter o financeiro organizado. A primeira é permanente, e é ela que aparece todo mês.

Tres cenarios para escolher entre BPO financeiro, controladoria terceirizada e CFO as a service, conforme o gargalo da empresa

O que costuma acontecer na prática

Boa parte das empresas que contratam BPO financeiro descobre que levou parte da controladoria junto. Relatório gerencial feito em cima de uma operação organizada responde muita coisa que o dono achava que só uma análise separada responderia.

O caminho comum é esse. Primeiro a rotina sai das suas costas e o número passa a ser confiável. Depois, com o número na mão, fica claro se você ainda precisa de mais alguma coisa.

E existe uma chance real de que não precise. Se depois de seis meses com o financeiro organizado você estiver decidindo com segurança, o CFO as a service vira um custo sem função.

Sobre o momento certo de dar esse primeiro passo, vale ler também quando terceirizar o departamento financeiro e o comparativo entre BPO financeiro e contratação CLT.

Conclusão

Os três modelos existem porque resolvem dores diferentes. CFO as a service entrega direção para uma decisão pontual, e controladoria terceirizada entrega uma camada de análise para quem já tem estrutura formal de planejamento.

O BPO financeiro entrega a operação rodando, o relatório gerencial que mostra como o mês fechou e alguém para discutir esse número com você.

Se você chegou até aqui sem saber em qual dos três cenários a sua empresa está, essa é a conversa que vale ter antes de assinar qualquer contrato.

Fale com um consultor da Valoreasy e entenda, com os números da sua empresa, o que faz sentido agora e o que pode esperar.

Perguntas frequentes

O que é CFO as a service?

CFO as a service é a contratação de direção financeira estratégica sob demanda, por um pacote de horas mensais, sem manter um diretor financeiro em tempo integral na folha da empresa. O trabalho é analisar os números e apoiar decisões de médio e longo prazo, como expansão, captação e viabilidade de novos produtos. Não inclui a execução da rotina financeira, que continua sendo responsabilidade da empresa ou de um serviço de BPO financeiro.

Qual a diferença entre BPO financeiro, controladoria e CFO as a service?

O BPO financeiro executa a operação, ou seja, conciliação bancária, contas a pagar, contas a receber, faturamento, cobrança, fluxo de caixa e relatórios gerenciais, com acompanhamento consultivo para interpretar esses números. A controladoria estrutura e critica a informação contra o que foi orçado, respondendo por que o resultado veio como veio. O CFO as a service usa essa informação para orientar decisões futuras, como expansão e captação. Na prática, o BPO cobre a rotina e a leitura do mês, enquanto os outros dois são camadas para empresas que já têm planejamento formal ou uma decisão grande em jogo.

Empresa pequena precisa de CFO?

Na maioria dos casos, não. Empresa pequena costuma ter problema de operação e não de estratégia: o número não existe, está atrasado ou não é confiável, e nenhuma direção financeira resolve isso. O caminho mais eficiente é organizar primeiro a rotina financeira, com equipe interna ou com BPO financeiro, e só depois avaliar se ainda falta análise ou direção. Contratar horas de estratégia antes de ter número confiável costuma significar pagar preço de consultoria sênior para alguém arrumar planilha.

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